terça-feira, 30 de julho de 2019

Resenha "Uma mullher na escuridão"


Posso dizer com toda a certeza , que este livro esta na lista dos meus favoritos. Como todos ja sabem, A GAROTA DO LAGO, é o meu preferido, e posso dizer que UMA MULHER NA ESCURIDÃO, se tornou o meu segundo livro preferido do autor Charlie Donlea.
Charlie Donlea é incrível. O cara sabe enredar bem uma trama. 
"Mas não importava quais adjetivos haviam sido empregados para descrever Angela Mitchell: nenhum deles era correto. "Heroína" era um título que lhe cabia melhor, Rory descobriu, depois que aprendeu mais acerca do que Angela fizera e das vidas que salvara.

De acordo com a declaração do promotor público, Angela passou seus últimos dias de vida juntando provas que apontavam para o assassino de 1979. Ela foi morta durante o processo."
Por se tratar de uma história rica em detalhes e simplesmente difícil de explicar, vou deixar o breve resumo que sempre faço de lado - leiam a sinopse! - e ir logo para o que realmente interessa: minhas considerações. 
Vou começar falando das personagens Angela e Rory. Duas mulheres separadas por 40 anos de diferença, a história das duas se encontram quando Rory precisa assumir um caso de seu falecido pai. Rory precisa defender um homem que é acusado de ter matado Angela e mais 5 outras mulheres em 1979, na cidade de Chicago. 
Ambas são incríveis. Angela conseguiu sozinha, juntar provas contra o assassino, apelidado de Ladrão e, por causa dela, ele passou os últimos 40 anos preso. Agora, Rory precisa assumir o caso do Ladrão que era cliente de seu falecido pai e descobre que o mesmo está prestes a ser posto em liberdade. Assim que começa a mexer nos arquivos de seu pai e conhece o caso, Rory se identifica muito com Angela que também possui transtorno obsessivo-compulsivo como Rory, mas que também é autista. Angela é inteligente e esperta, Rory possui habilidades parecidas e pode ajudar a desvendar esse segredo que seu pai guardou por tanto tempo.

Assim, vamos acompanhando Angela em 1979 e Rory em 2019. Os capítulos são intercalados e vamos descobrindo os detalhes junto com as personagens, o que me deixou eufórica e aflita durante a leitura. O livro é dividido em 4 partes: O Ladrão, A Reconstituição, A Casa da Fazenda e A Escolha. Eu tentei desvendar o desfecho com base nos títulos e não deu certo. Quanto mais eu especulava, mais ansiosa eu ficava e mais eu queria. A escrita do autor é maravilhosa, possui os detalhes certos nas horas certas. A narrativa em terceira pessoa deixou tudo mais verdadeiro, pareceu-me que alguém estava me contando sobre um caso antigo enquanto em outra alternativa, eu acompanha Rory em sua busca por respostas. Foi uma leitura densa? Sim, mas não cansativa. Sabe quando você fala: "Só mais um capítulo"? Praticamente li o livro todo assim, quando vi, tinha acabado. 
"- É fácil deixar a verdade escapar, mesmo quando está debaixo do nosso nariz."
Já li outros livros do autor e confesso: em cada novo livro, uma superação. Eu jurava que nunca mais leria nada do autor mais contagiante que Não confie em Ninguém, estava na lista, em segundo lugar, como favorito após a leirua de A GAROTA DO LAGO. Pois bem, estou aqui desesperada pois agora tenho um novo favorito!
Além das histórias intrigantes e dos enredos marcantes, o autor também sempre trás algo da nossa sociedade atual para seus livros, no caso deste, a condição de Angela e Rory são abordadas com cuidado e realismo. Mesmo nos pontos onde há certo preconceito, o autor soube levar o enredo de forma concisa. Mesmo sem nos aprofundar no assunto, podemos sentir o que Angela passou e ver como Rory consegue levar a vida. 
Se prepare para fazer suposições e ficar aflito em diversas partes.
"- Eu jamais diria algo para Thomas, mas que diabos há de errado com ela? Angela é um pouco... estúpida? Ela é retardada?

Catherine virou a cabeça e encarou o marido.
- Ela é tudo, menos estúpida, seu idiota. Angela é inteligente de um jeito que você e eu nunca poderemos entender.
- Então por que ela age assim?
- Porque Angela é um gênio, Bill. E as pessoas a tratam como se ela fosse uma leprosa."

Flávia Di Frota

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