quinta-feira, 27 de junho de 2019

O DESTRUIDOR DE CORAÇÕES - MMA Figther 01



LIVRO DESTRUIDOR DE CORAÇOES - SÉRIE MMA FIGHT 1
AUTORA VIKEELAND
EDITORA: CHARME
NOTA 2,5
Sinopse: Não importava que o árbitro tivesse considerado que aquele tinha sido um golpe limpo. Nico Hunter nunca mais seria o mesmo.
Elle tem uma boa vida, um trabalho que ela ama... mas sua vida é chata, e ela se esforça para mantê-la assim. Muitas emoções são perigosas. Seu próprio passado é a prova viva do que pode acontecer quando você perde o controle.
Então Nico entra no escritório de Elle e tudo muda... para ambos. Mas o que o lindo lutador de MMA , tatuado e com o corpo de tirar o fôlego pode ter em comum com uma advogada muito conyrolada? - muito mais do que eles esperavam.

Bom, o livro me traz uma semelhança muito grande com REMI e TODA SUA, onde tem aquele famoso clichê entre pessoas incomuns e com traumas. Mas o livro não é de todo msis do mesmo, ele tem suas particularidades, como as narrações de Nico, que são prquenas, porém eficazes, encantadoras, apaixonantes e quentes, sem contar no senso de humor de Nico, que me fez cairem risadas.

" Eu preciso diminuir o ritmo. Quase a tomei na rua, pelo amor de Deus. Sinto que estou prrso em um filme ruim, com um diabinho sentado em um ombro e um anjo no outro. Mas o maldito diabo tem o dobro do tamanho, e o meu anjo é mudo, porra. Ótimo eu tenho o caralho de um anjo mudo."

O romance é gostoso de ler, as partes quentes do livro são de tirar o fôlego, como muitos livros hot's. 

Mas penso, que Nico deveria ter mais espaço, mais ênfase, afinal o titulo do livro é O DESTRUIDOR DE CORAÇÕES , o que dar a entender que ele é o centro da história. 
Nico com certeza já pode ser considerado um crush literário. Mas há outros crush'  melhores e com histórias melhores.

Mas leiam, vale o cafezinho! 

Flávia Di Frota

PROIBIDA PRA MIM - SÉRIE NEW YORK - LIVRO 1



 Quando Neil Durant coloca seus olhos devoradores em  rosto angelical em Jennifer, depois de salva-la de um assalto, ele sente, percebe que nunca mais conseguira fi ar lo ge desta mulher.

Neil, apesar de ser bem resolvido em sua vida profissional e ser um ótimo empresário, tem uma vida pessoal completamente desorganizada; casou -se por conveiniência, nem com a convivência com a esposa nutriu amor ou paixão.  Ele estava totalmente perdido, sem perspectiva para o amor, e os segredos de seu passado estavam a  ponto de explodir semque ele soubesse e ferindo -o mais ainda.

Mas Neil se depara com o que pode ser sua salvação,  ele salva a garota de cabelos vermelhos e descobre sobre sua deficiência, ele sente que precisa - e deve- protege-la de qualquer perigo eminente, mesmo sabendo que ele rejeita essa ajuda , ele não desisti, deixando -a irritada e assustada com sua possessividade e um lindo encantamento sobre ela. Será que foi amor a primeira vista? , paixão avassaladora? , tesão incontrolável?

Confesso que a primeira característica que me chamou atenção na história foi o fato da protagonista ser deficiente visual. Dentre inúmeros livros que já tive o prazer de ler, este é o o pimeiro livro que aborda uma deficiência como essa em um dos protagonistas - o que achei um ponto positivo, e desafiador, principalmente para nós leitoras, ainda mais em um livro hot.

Neil é aqiele homem que ama estar no comando, é controlador demais em relação a Jennifer, e eles ainda não se conheciam adequadamente, e isso fez com que eu me apaixonasse ainda mais por Neil.

Jennifer é encantadora, e se apaixonou completamente por Neil. E Neil a levou aos céus, a enlouqueceu de paixão, tesão, proteção, satisfação e amor. Tornado sua deficiência secundaria diante do amor, do carinho, da dedicação e do amor dele por ela. 

Há aqueles momentos quentes no livro, sim amorecos, sim! Ownnn são demais. Mas a primeira vez dos dois é um momento único, especial, amorso, cheio de tesão, desejo, medo, vontade, e simplesmente delicioso.

Flávia Di Frota













quarta-feira, 26 de junho de 2019

Reviver

Aurora Scherman é a típica garota fútil, modelo famosa que sempre teve tudo o que quis ao alcance de suas mãos. 
No auge de sua carreira, aos vinte e dois anos descobre que não tem como impedir o destino de tomar um rumo diferente do qual planejara, ao descobrir uma doença.
Ao se encontrar em uma situação difícil ela decide tomar uma decisão: retornar a suas origens e encarar seu passado.
Seria a vida ou o destino lhe dando uma segunda chance?


" Desculpe -me , Lupus Eritematoso sistêmico. É uma doença autoimune que ocorre quando seu sistema imunológico ataca os tecidos saúdaveis do seu corpo por engano...
... se não tratado a doença pode afetar seus orgãos vitais...
...a doença não tem cura..."




Sabe quando  você estar para ler mais um romance e ou um drama, e você já entra na leitura achanfo que será apenas mais sum clichê ? Então, pois é, com Reviver foi totalmente diferente. Felizmente posso dizer que de clichê não tem NADA.
No inicio da minha leitura, pensei, nossa! - tem uma pegada de LOUCO POR VOCÊ (que a propósito eu A-D-O-R-O) mas com o decorrer da história você percebe que não é só mais um livro de amor, e sim uma mistura de superação, amizade, cumplicidade e reciprocidade. Reviver é um daqueles livros que não dá pra parar de ler antes do fim, a história te envolve, te dá um frio na barriga, te faz ficar suspirando e te deica ansiosa para que todos os sofrimentos e obstáculos se acabem. Mas nós leitoras, sabemos que o amor é um santo rémedio né?
Sim, Aurora encontrou o amor, ah o amor! - e que amor. 

" Por Deus...
Coloquei a mão no peito, o cowboy pegou meu braço e senti uma onda de eletrecidade percorrer todo o meu corpo e no segundo seguinte eu estava montada no cavalo, sentada de lateral, perto do seu peitoral. Pude sentir os musculos se enrijecendo e precisei buscar ar para não desmaiar ali mesmo..."

 Eu queria entrar na história, acreditam?- kkk , sim, queria! Queria abraçar Aurora e dizer: vai com tudo garota! 

Mesmo sabendo que teria que conviver com a doença pra sempre, Aurora resolve ser feliz e aceitar o amor de Lucca, sim , o cowboy se chamava Lucca. Mas, reviravoltas e entendimentos errados acontecem, fazendo com que nós leitores fiquemos desesperados, a ponto de pensar: não é possivel que ela vá desistir, não pode ser. 

Aurora enfim se recompõe e sabe que não pode lutar contra esse amor, e sabe que nem mesmo sua doença pode separa-la de Lucca...
Sua auto estima esta renovada, e ela vai em busca do amor, do seu amor, da sua cura, do seu destino. 

Só tenho uma coisa a dizer sobre o final: P-E-R-F-E-I-T-O,  Ane Ferrel nos deixa desesperados,  ao mesmo tempo angustiados, aliviados , e apaixonados por Aurora e Lucca. Enfim Aurora revive.

Resenha : A mulher na Janela

Creio que vcs já leram A GAROTA NO TREM, talvez pareça familiar, mas A MULHER NA JANELA segue um caminho bem diferente. A Mulher na Janela foi uma das melhores leituras que fiz até agora em 2019 e me deixou agoniada com todo o desenrolar da narrativa.
  

“Qual será o problema dessa casa? É nela que o amor se instala para morrer.”

Há, claro, dicas ao longo da narrativa e é possível sacar algumas coisas, mas a dúvida que paira constantemente no ar sobre o que é real e o que foi imaginado pela mente alucinante da personagem dá um peso diferente ao que achamos que sabemos e passamos a duvidar também do que já lemos e armazenamos como prova. E isso é muito legal!



A protagonista tem um problema com a bebida, mas ela não é de toda errada. Ela faz acompanhamento médico, faz exercícios, tenta ajudar os outros, faz aulas de francês. Mesmo isolada e sofrendo com a fobia de por um passo pra fora, ela “tenta” manter a sanidade. Aliás, até grande parte do livro, o álcool que ela consome nem chega a nos incomodar, porque não vemos a confusão que a cabeça dela pode estar montando, e é provavelmente por causa disso, que somos surpreendidos.

Será que Anna imaginou o que viu? Será que é tudo uma armação? Será que estão mentindo pra ela? Será que ela está ficando doida? É uma espiral de tantos questionamentos, pensamentos e fatos, que vamos ficando confusos junto com a personagem. E, acho que uma das coisas mais legais é a indução que sofremos. Anna é psicóloga, então ela sabe ler as pessoas pelo menos um pouco. Mas com sua fobia e seu trauma, a leitura dela como psicologa acaba confundindo tanto ela quanto nós leitores. Com essas leituras ela nos dá dicas. Mas será que suas leituras estão corretas ou sua mente prega ainda mais peças?

O LIVRO trabalha mais do que o suspense, há temas importantes sendo debatidos aqui, como a agorafobia, o alcoolismo, o consumo errado de medicamento, a importância do acompanhamento psicológico, violência familiar, violência contra a mulher e uma série de outras questões que serviriam como spoiler se eu mencionasse aqui.

O livro é todo do ponto de vista de Anna, e apesar de suas mais de 300 páginas, a escrita do autor é muito fluida.
Só digo uma coisa: LEIAM "A MULHER NA JANELA, LEIAM ESTE LIVRO, LEIAM"

Flávia Di Frota

Resenha: O HOMEM DE GIZ

De maneira bastante orgânica, a autora insere diversos conflitos e personagens, de modo que não sabemos quais deles serão essenciais para desvendarmos o mistério. Tudo o que sabemos é que se Eddie escolhe falar sobre esses episódios, tantos anos depois, é porque alguma importância eles têm. Assim, o trágico acidente com a menina no parque de diversões, o misterioso Sr. Holloran (homenagem a “O Iluminado” já que a autora é uma fã de King?), a morte do irmão mais velho valentão de Mickey e o afastamento dele do grupo, Nicky e seus acidentes domésticos, os protestos comandados pelo reverendo (pai de Nicky) contra o trabalho da mãe de Eddie e sua clínica de aborto, a morte do cachorro de Hoppo, são todos eventos de 1986 que se somam aos intrigantes homens de giz que reaparecem em 2016, assim como a volta de Mickey à cidade e a relação de Eddie com sua inquilina, Chloe. Nesse vai e vem, “O Homem de Giz” se mostra aquele tipo de livro envolvente que se você não precisar interromper a leitura, você não interrompe.


“Minha vida foi definida pelas coisas que não fiz, pelas coisas que não disse. Acho que o mesmo acontece com várias pessoas. Nem sempre o que nos molda são as nossas realizações, e sim as nossas omissões. Não necessariamente as mentiras, apenas as verdades que não dizemos.” (TUDOR, 2017, p.138)


O próprio Eddie diz em um dado momento que aos doze anos os seus amigos são o seu mundo, então esse é outro aspecto positivo de acompanharmos os eventos com 30 anos de intervalo. Apesar de nos contar como se tudo estivesse acontecendo naquele momento, Eddie já tem um certo distanciamento dos eventos e dos próprios amigos o que lhe permite enxergar as coisas com maior amplitude.


No final, todas as pontas se amarram e é preciso reconhecer certa audácia da autora em alguns aspectos. Ainda assim, não sei exatamente porque, fiquei querendo algo a mais. Quando terminei a leitura, senti que se tratava daquele tipo de livro que logo cairia no esquecimento, embora durante a leitura eu estivesse 100% envolvida, querendo sempre ler mais um capítulo.


“O Homem de Giz” não é aquele suspense que vai marcar a sua vida, mas você vai curtir cada segundo.

Flávia Di Frota