quinta-feira, 2 de julho de 2020

Não há segunda Chance

RESENHA #coffee_resenha
LIVRO: NÃO HÁ SEGUNDA CHANCE
AUTOR: HARLAN COBEN
EDITORA: ARQUEIRO
NOTA: 5



Marc, no início da estória, se encontra casado, com Mônica, e com uma filha ainda bebê, Tara. De uma hora para outra sua vida muda completamente, ele é baleado, sua esposa é morta e sua filha some. Ele passa 12 dias internado e quando acorda é o principal suspeito do assassinato/sequestro. Os sequestradores entram em contato com o avô da criança, que é um bilionário, e pedem uma recompensa e o avô resolve pagar mas os sequestradores exigem que Marc entregue o dinheiro no local marcado e que não envolva a polícia pois Não haverá segunda chance... 



Em “Não há segunda chance”, o autor Harlan Coben retorna com um romance explosivo sobre o amor de um pai, em uma história onde nada é o que parece ser e onde a esperança e o medo se colidem de forma  surpreendente.

Harlan Coben é conhecido por seu estilo único, rápido, com toques de bom humor. Neste livro, o autor leva o conceito um pouco mais além. Elementos psicológicos jorram de uma forma emocionante e a família continua sendo seu grande tema.

Nessa história, encontramos um renomado cirurgião plástico, Marc Seidman, que após ter sido baleado na cabeça, acorda de um coma de 12 dias, numa unidade de cuidados intensivos. Ao saber que sua esposa foi assassinada e sua filha de seis meses Tara fora seqüestrada - nosso protagonista acorda de vez.

O F.B.I. e a polícia local entram no caso, mas não há nenhum pedido de resgate. No estilo típico de Coben, o leitor mergulha na história, capítulo por capítulo na vida de Marc Seidman vendo-a desabando ao seu redor.

Doze dias antes de ser baleado, Marc tinha uma vida invejável, como um cirurgião de sucesso, que vivia em um bairro tranquilo de subúrbio com sua bela esposa e um bebê que ele adorava. E agora, quando tudo parecia perdido - surge um pedido de resgate, com os seguintes dizeres:
“Nós estamos observando. Se entrar em contato com as autoridades, você nunca mais verá sua filha novamente. Não haverá segunda chance.”
O bilhete dos seqüestradores é arrepiante. Sua única certeza é que dos escombros que se tornou sua vida, sua filha é o único objetivo. Ele está impedido de falar com a polícia ou o FBI.

Chocantes reviravoltas após reviravoltas deixam o leitor à beira de cometer uma besteira e pular páginas para saber o fim. Não faça isso, pois o livro segue seus próprios labirintos. E ler esse thriller página após página é sentir o gosto saboroso da narrativa desse grande escritor de suspense.

O trabalho de Coben reflete o brilho e o entusiasmo de quem realmente gosta do que está fazendo e deve se divertir enquanto inventa e enraíza pesadelos em personagens normais e viáveis. Não desperdiçando palavras e puxando os fios de alta tensão que permeiam sua narrativa, deixar de ler essa obra é perder a chance de ler um escritor que é muito bom no que faz
.
O MESTRE DAS NOITES EM CLARO, NOS SURPREENDE A CADA LIVRO NOVO!
Flávia Di Frota

Um pequeno Favor #coffee_resenha






LIVRO: UM PEQUENO FAVOR
AUTOR: DARCEY BELL
EDITORA: BERTRANDE BRASIL
NOTA: 4


Tudo começa com um pequeno favor. Sim! e que pequeno favor!!!

 Emily pede à Stephanie, sua amiga, que busque o filho Nicky na escola. Nicky é o melhor amigo do filho da Stephanie, e nada mais comum e cotidiano do que fazer um favor para alguém que você considera sua melhor amiga, certo? Só que, com o passar das horas, fica claro que alguma coisa aconteceu. Emily ainda não voltou. Dias se passam e ela continua desaparecida. E a situação se arrasta nesse mistério até que o marido de Emily resolve contatar as autoridades; aí toda a história se desenrola.

A história se divide em três pontos de vista e três partes essenciais para o entendimento de todo esse suspense. Apesar de prometer uma trama complexa e bem desenvolvida, e apesar de ter uma reviravolta bem interessante a respeito do tal "mistério", o livro pode ser sim um livro de renome.

Stephanie é mãe solteira, se dedica abertamente a cuidar do pequeno Miles com todo seu amor e faz o melhor para ser a mãe perfeita. Por isso, ela tem um blog em que posta acontecimentos do seu cotidiano em busca de ajuda e para que possa ajudar outras mães. Essa parte foi bem interessante para conhecer a personagem; suas postagens são bem contrárias ao que acontece de verdade em sua vida. A imagem de "mãe perfeita" é distante do que existe em seus pensamentos e em sua vivência. Stephanie não é uma personagem fácil; ela tem muita perversidade e medos marcantes, uma inocência sutil equilibrada à parte sombria da sua personalidade. Gostei de comparar os capítulos com postagens no blog aos capítulos em que realmente conhecíamos a personagem e o que ela estava pensando nos momentos descritos anteriormente, cria uma dualidade interessante à protagonista. Não são capítulos surpreendentes, mas são fáceis e encaixam bem com o começo que o livro precisava.

O meio entregou uma reviravolta surpreendente; não é uma coisa chocante, mas podemos considerar algo fora do normal.  casinha, é só uma resposta ao mistério que coube dentro dessa história. Mas daí pra frente não deu pra me importar menos com cada arco da trama.

Sem contar que o livro já tem seu longa, seu filme!! vale a pena ler o livro e ver o filme!!



Na maioria das vezes filme não segue exatamente o livro, mas nós leitores já estamos acostumados com esta situação.
Mas o que garanto é que o filme, superou o livro.


O filme conseguiu apresentar uma Emily espetacular, predadora, que atinge sem dó e nem piedade seus objetivos. E nos traz uma Stephanie legal, entretanto enlouquecida com um erro do passado e isso faz com que ela se torne a vítima perfeita.

Flávia Di Frota